card - pediatra atualizado. A pediatria e a educação inclusiva. Núcleo de Estudo sobre a Criança e o Adolescente com Deficiência da Sociedade de Pediatria de São Paulo . confira em www.spsp.org.br
card - pediatra atualizado. A pediatria e a educação inclusiva. Núcleo de Estudo sobre a Criança e o Adolescente com Deficiência da Sociedade de Pediatria de São Paulo . confira em www.spsp.org.br PEDIATRA ATUALIZADO – SOCIEDADE DE PEDIATRIA DE SÃO PAULO A PEDIATRIA E A EDUCAÇÃO INCLUSIVA O Núcleo de Estudo sobre a Criança e o Adolescente com Deficiência da Sociedade de Pediatria de São Paulo preparou o documento “A Pediatria e a educação inclusiva”, redigido por Ana Claudia Brandão e Carolina Videira. O documento tem o objetivo de orientar médicos pediatras e profissionais de saúde sobre a educação inclusiva. A Dra Ana Claudia Brandão faz parte do Comitê Científico da Federação Down. Texto divulgado em 13/05/2022 Relator* Ana Claudia Brandão Carolina Videira Núcleo de Estudos sobre a Criança e o Adolescente com Deficiência da Sociedade de Pediatria São Paulo Todo médico percorre uma longa trajetória acadêmica até alcançar o reconhecimento na área de saúde. Esse extenso conhecimento adquirido ao longo da vida inclui uma gama de especializações e atualizações contínuas. No entanto, ainda é raro encontrar, seja em grades curriculares de universidades de medicina, cursos complementares ou em debates acadêmicos, assuntos ligados à educação inclusiva. Conhecer os valores da educação inclusiva traz resultados expressivos na evolução biopsicossocial, sobretudo em crianças com ou sem deficiências. Seus princípios são fundamentados em: ● toda pessoa tem o direito de acesso à educação; ● toda pessoa aprende; ● o processo de aprendizagem de cada pessoa é singular; ● o convívio no ambiente escolar comum beneficia a todos; ● a educação inclusiva diz respeito a todos. O pediatra precisa defender o paradigma da educação inclusiva, tão importante para reconhecer a individualidade em meio ao coletivo. Afinal, as características, interesses, habilidades e necessidades de aprendizagem são únicas. Todos são diferentes entre si. O profissional que se depara com situações diversas nas consultas, muito além da prática clínica (de aspectos preventivos e ou curativos), atua, também, como orientador de diversos assuntos como o processo de escolarização. Famílias corriqueiramente pedem a opinião do pediatra sobre: “Com qual idade devemos colocar o filho na escola?”, “Que tipo de escola você recomenda?”. Essa tomada de decisão se torna ainda mais necessária quando estamos falando de crianças com algum tipo de deficiência, transtornos de aprendizagem e ou altas habilidades/superdotação. A educação inclusiva desenvolve lições importantes para reconhecer a individualidade dos sujeitos e permite fazer um planejamento para que cada criança aproveite ao máximo suas oportunidades de aprendizagem. Joga luz em outro elemento valioso: a escuta ativa. Ao perceber (ou perceber parcialmente) um fato, não devemos nos fechar em conceitos e decisões pré-estabelecidas e até mesmo desatualizadas. É responsabilidade de todos que participam do desenvolvimento de uma criança defender a oportunidade de atingir um nível adequado de aprendizagem, que precisa ser um trabalho transdisciplinar. Este nível de aprendizagem só é atingido quando escolas regulares assumem a missão e a obrigação de educar e desenvolver plenamente todos os seus estudantes, sem deixar ninguém para trás. Toda a sociedade precisa ter base em um diagnóstico biopsicossocial que não é limitante à aprendizagem, e a convivência em sociedade resulta em uma postura inclusiva, sem reforçar o capacitismo, que é o preconceito contra pessoas com deficiência e que, infelizmente, está presente em todos os ambientes. A postura inclusiva permite entender como de fato são as pessoas, qualificando todo o atendimento médico. Precisamos nos concentrar em aceitação, metas e inclusão, entre outros pontos que vão muito além de um simples diagnóstico. Quando falamos no desenvolvimento de crianças com deficiência, um grande erro é diferenciálas das demais e privá-las da escolarização. Escolas consideradas especiais contribuem para a segregação, pois formam bolhas que isolam as pessoas com deficiência da socialização com outros grupos. Esse ruído na interação e comunicação se avoluma com o passar dos anos. O contato com as diferenças é fundamental para a troca de valores e experiências, colaborando para a formação de um mundo com maior diversidade de opiniões, culturas e conhecimento. Os esforços para tornar a educação mais inclusiva precisam ser de toda a sociedade. Precisamos informar as famílias, mas também capacitar professores que atuam em todos os níveis da escolaridade e nas mais diversas áreas do conhecimento, pois todos nós somos diferentes e precisamos estar incluídos de alguma maneira. Quando deixarmos de ver as diferenças como limitadores e passarmos a enxergar o potencial de cada um, teremos uma real transformação em toda a sociedade, resultando em uma experiência de aprendizagem para todos, independentemente de suas especificidades. Expandir os valores da educação inclusiva é fundamental para fazermos um mundo mais coletivo e igualitário. Aplicar esses benefícios logo na infância gera resultados expressivos para a vida toda. O pediatra tem um papel fundamental neste processo e é importante que seja conhecido por todos. *Relatores: Ana Claudia Brandão Coordenadora do Núcleo de Estudos sobre a Criança e o Adolescente com Deficiência da Sociedade de Pediatria São Paulo Carolina Videira Educadora. Membro no Núcleo de Estudos sobre a Criança e o Adolescente com Deficiência da Sociedade de Pediatria São Paulo SPSP Fonte: https://www.spsp.org.br/PDF/NE%20Defici%C3%AAncia_A%20pediatria%20e%20a%20educa%C3%A7%C3%A3o%20inclusiva.pdf

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